Como se tornar intérprete - A formação do intérprete e orientação aos alunos
Quais os requisitos básicos para tornar-se intérprete de conferências?
O conhecimento aprofundado das línguas de trabalho, embora seja uma condição absolutamente necessária, não é suficiente. Um intérprete precisa ter uma excelente capacidade de análise e de síntese, a habilidade de se expressar com exatidão e de maneira agradável, um grande poder de concentração, um bom nível de conhecimentos gerais e o desejo constante de se aperfeiçoar.
Por que tudo isso? Os intérpretes atuam nos mais variados domínios de competência. O conhecimento lingüístico é vital, para que a compreensão do idioma seja instantânea e o intérprete possa se concentrar no conteúdo da mensagem e na forma como vai expressá-la em outro idioma. Além da preparação prévia indispensável do tema em discussão, o intérprete mobiliza todos os conhecimentos gerais de que dispõe e que podem auxiliá-lo na análise da informação.
O que são as línguas de trabalho?
São as línguas, classificadas de acordo com um sistema A-B-C, para as quais e a partir das quais o intérprete é levado a trabalhar. As línguas de trabalho podem ser ativas ou passivas.
Línguas ativas:
A : É a língua materna do intérprete, ou outra língua absolutamente equivalente à língua materna, para a qual o intérprete trabalha a partir de todas as outras línguas de trabalho, em ambos os modos de interpretação, simultânea e consecutiva.
B : Embora não seja sua língua materna, o intérprete deve ter um domínio total de sua língua B, para a qual ele trabalha a partir de uma ou mais de suas línguas.
Línguas passivas:
C : Línguas a partir das quais o intérprete trabalha e das quais tem uma perfeita compreensão.
Leitura recomendada:
VEGA, o que é?
http://www.aiic.net/ViewPage.cfm/article1389.htm?plg=8&slg=1
